Só aconteço quando poema.

Hoje me dispus a escrever. Precisava de um poema que me fizesse voltar a viver logo quando lesse o seu final. Desses que é preciso me ganhar mais como quem lê do que como quem escreve.

Meu auto desprezo têm aumentado a cada manhã, reconheço. E tenho vivido menos. A cada manhã quando quebro mais vidros pela casa, rasgo e queimo mais poesias, ligo o ventilador e deixo a tudo na desordem. Desprezo os meus antigos TOCs, alimento o gato, mas desisto do meu próprio paladar. Que ninguém se preocupe, já desisti do gozo há tempos. Não me drogo, não tomo banho, não tenho mais espelho. Eu desprezo agora o amor, para enaltecer o lírico, a quem ouso chamar de “eu”:

[Meu cais é o caos. Tenho em mim desesperanças e utopias
eu amo o que está longe e o que ainda não existiu.
Essa manhã acordei mais amarga que sozinha
E se não amo, é por questão de paladar e não de companhia.
a voz é o instrumento que eu não posso controlar
o tom é a linha que meu samba não pode andar

que ninguém me dê piedade nem me diga o caminho
não sei pra onde vou mas sei que não vou por seu destino]

 

Hoje sou o meu melhor “um dia”

Este poema chegará na minha sala como tempestade;
abrindo minhas cortinas da alma.

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