Vou te escrever um poema

Vou te escrever com urgência
Já que embora você diga que precisa
da minha poesia, ela também necessita de você.

Vou te escrever um poema
E eu também não posso te escrever uma carta
vacilaria ao endereçar.
Ou ainda escrever um verso de música
Você riria e eu não teria ritmo.

Vou te escrever um poema como quem adia
E agora só sai se for de uma vez

Mas vai ser um poema arrastado
Que lembra os anos que agora
Se faz entre nós nostalgia

Mesmo assim vou te escrever com alegria
Que é uma maneira de constar
O que você não deixaria faltar

Mas vou deixar algum ar da melancolia
Que é pra você saber que eu posso até disfarçar,
mas nunca ignorar a sua dor

Vou te falar de saudade, de amizade,
Tudo com admiração e ideologia

Vou te esclarecer que dessa vez
O medo de ser excesso perde
Pra totalidade de me sentir segura
Pra ser mesmo qualquer coisa.
Sem podar dos lados.

Vou te confundir, como você já deve ter notado
Mas o poema vai te conhecer tão a fundo
Que as entrelinhas, dessa vez, vão ler você.

Vou te escrever. Calma.
To adiando porque antes de ser já era pra você ler.

E daqui muitos anos eu vou escrever
E mesmo que de você eu não saiba mais nada
Tudo que eu escrever ainda vai saber um pouco de você

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