Estado de espírito

Tem coisa que não permite ensaio, a gente tem que ir. E tem coisa que quanto mais a gente ensaia, menos tá preparado pra fazer. Procurei essa dualidade de pensamento, uma ideia fica melhor repartida, com dois caminhos, você escolhe o meio termo entre eles, caminho dos covardes.

Passei a manhã acordada, tive apetite mas não quis comer, tive vontade de escrever, mas tomei um comprimido. Tive muita coisa e nada tapou o buraco de ter uma interrogação no estômago.

Concentrei-me no nirvana. Paz de espírito e uma filosofia ou outra, que sempre compro quando tô a pé, com os bêbados ou quando sou aluna, de mestres. Eu fui dormir guerra, eu acordei em guerra. Interna. Lenta. Barulhenta. No meio da manhã eis que surge o meio termo do caminho, muitas xícaras de café e um paliativo: silêncio em capsula. Engoli sem água mesmo, quando uma guerra mostra que só há perdedores, o soldado tem pressa em rendição.

Silêncio. Trincheiras removidas, eu falo muito em metáfora. Senhores do juri, eu tomei um paliativo pra silenciar a guerra (interna), mas em verdade vos digo: isso aqui, ainda não é paz.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s